(...) Então uma vez eu tava em casa tocando uma música do mestre Chico que eu adoro... Eu acho legal que ela, o título dela, resume mais ou menos o que a gente precisa na vida, né?! Ela faz assim ‘Eu faço samba e amor até mais tarde e tenho muito sono de manhã, escuto a correria da cidade que arde e apressa o dia de amanhã. De madrugada a gente ainda se ama e fábrica começa a buzinar, o trânsito contorna, a nossa cama reclama do nosso eterno espreguiçar. No colo da bem vinda companheira, no corpo do bendito violão, eu faço samba e amor a noite inteira e não tenho a quem prestar satisfação’. E aí eu, tardes em casa né, tocando essa música, não sei por que motivo dobrei o tempo da música. E fui percebendo uma coisa engraçada, que Chico Buarque que era branquinho, rapaz, foi ficando negro, nego nego nego (...) e o olho de Chico Buarque, rapaz, que era azulzinho, tão bonitinho, vai ficando preto, e de preto vai ficando cego e de cego vai ficando louco e é engraçado que de um momento para outro, de uma hora para outro, de um segundo para outro, de um minuto para outro, Chico Buarque vira Ray Charles.
HIIIIIIIIT THE ROAD, JACK, AND DON'T YOU COME BACK NO MORE, NO MORE, NO MORE... HIT THE ROAD, JACK, AND DON'T YOU COME BACK NO MORE.
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