quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Piripiri 102

Não venho de Piripiri e também não sou a pessoa que mais ama aquela cidade. No entanto, lembro da ânsia, na infância, de passar meus dias de férias lá. Chorar para ir logo, chorar para não voltar. Era a melhor época do ano. Gostava da família reunida e das confusões, dos primos jogando queimada com aquele menino que outro dia foi preso, de banhar no caldeirão... Mas o melhor de tudo era a tranquilidade. A inocência do interior, que nem a fofoca de cidade pequena conseguia destruir. De sair a noite, mesmo criança, ir a sorveteria e depois sentar na praça, certamente com o som de algum carro tocando música chata, que eu reclamava e dançava.
Hoje em dia é raro eu ir por lá e quando vou não passo muito tempo. Mas sempre levo a casa da vovó, o meu primeiro carnaval, a tão amada casa das letras, a "Remedona", o chapéu, o caldeirão e outras coisas na lembrança. Parabéns pelos 102 anos!


'Lá do céu, com amor, abençoa o teu povo de Piripiri.'

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