Eu sempre escrevo sobre tudo: alegrias,
desejos, tristezas, realizações... Menos sobre nossa despedida. Escrever sobre
isso seria como concretizar sua partida e eu queria me enganar que você ainda
estava aqui. Mas o tempo está passando rápido e sua ausência está cada vez mais
presente.
Primeiro no meu aniversário, você sabe, uma data que nunca gostei. Mas, esse
ano, tive um aniversário lindo e incompleto, porque faltou você. E hoje é o
seu, escrevo triste concretizando a distância que nos separa fisicamente.
Quantas vezes já disse a você que essa história de ter saudades só faz um bem
danado ao Quaresma? Em mim dói, machuca. Lembro você todos os dias, qualquer
coisa é suficiente para te recordar e sofrer um pouco mais.
Dezembro está chegando e eu me desespero ao pensar que você não vai estar aqui
para passar a missa conversando na pracinha da igreja e comer peru na mesinha
da sala comigo, falando mal da noite de natal ou para ficar bêbada e vomitar o
quarto na ceia da família. É nosso primeiro dia 24/25 de dezembro
separadas.
Fico lembrando, com uma saudade quase feliz, do nosso passado quase louco.
Daquela lei que dizia AMIGA É PARA TUDO. E você sabe que quem é minha amiga vai
tomar um banho de cerveja de vez em quando, vai gravar vídeo dançando, vai assistir
“Edward, mãos de tesoura” e vai ter que me ouvir cantar o dia todo. Você sabe e
aceita. Aceita até meu romantismo camuflado de uma brutalidade sem fim.
Compartilhei com você cada momento feliz, triste, sinistro, avassalador (haha,
tipo, ir te buscar na pensão e tu está sentada em uma roda de homem com aquela
blusa folgada do Chapeleiro Maluco). Porque eu amo cada lembrança que você faz
parte e viveria tudo novamente, deixaria até você pegar meu melhor amigo (de
novo) em cima da mesinha de ping-pong. E essas lembranças que me sorriem,
me matam também.
Em troca minha loucura consciente cuida e briga contigo cada vez que você faz
uma besteira. Afinal, só você para conseguir deixar sua avó e eu ficarmos
desesperadas te procurando enquanto tu estavas sendo feliz no CQC (e foi aí que
tudo começou).
Só queria que tu colocasse a mão na consciência e se esforçasse de verdade para
voltar para cá, para as pessoas que te amam muito, desde sempre.
Sofro muito com sua ausência e quase morro de vez em quando. Mas, nesse quase
morrer, meu amor renasce e cresce cada vez mais forte, tendo a certeza que essa
distância não vai roubar você de mim.
Te amo, G, muito!!
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