No meu aniversário você estava de viagem marcada, e não foi. Adiou para o dia seguinte e fez um almoço lindo para mim. Queria poder escrever algo que fizesse você se sentir tão amado quanto me fez sentir naquele dia.
Queria entrar no apartamento que tem cheiro de livro e te encontrar no escritório, conectado ao twitter, como de costume, ou no quarto assistindo algum DVD legal, como aquele do Roque Santeiro. E aí, receber um abraço, daquele que só você sabe dar, apertado, cheio de elogios e então te desejar todas as coisas bonitas do mundo. Mas você estava na Bahia.
Eu te liguei e você disse “Você devia estar aqui, vive dizendo que eu não te amo mais. Tem um monte de coisa sua lá em casa, vai passar um mês comigo...”. E eu me imaginei passando um mês lá e, quando o mês acabasse, já sabia qual seria a frase de despedida: “Você só vem aqui para ir embora”. Claro, comecei a sorrir, mas queria de verdade estar lá ao seu lado.
Quando desliguei o telefone, comecei a lembrar daquele dia que fomos almoçar no Coco Bambu e você quase me matou sufocada de tanto aperto. Hoje em dia, o que me aperta é tanta saudade, quisera eu poder quase morrer sufocada de novo. Porque nos víamos muito mais. Brincávamos muito mais. E eu, consequentemente, era muito mais feliz.
Te amo hoje e vou te amar sempre, em todos os aniversários que chegarão. Com saúde, sucesso e (sempre) muito amor!
Mais uma vez, obrigada por me adaptar ao seu ne me quitte pas.

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